Sobre a agressão de um refugiado sírio em Copacabana, no Rio

Por Rubens Teixeira*

Quando estamos em outro país, é muito ruim se percebermos qualquer atitude discriminatória contra nós. Pior ainda é a situação de um refugiado que é mal tratado em um país depois de ter deixado a sua pátria para fugir de situações extremas, como de uma guerra.

O povo brasileiro, de várias cidades, dentre elas destaco o Rio, é muito cordial com todos. Contudo, alguém na minha cidade foi capaz de insultar, ameaçar e agredir um refugiado sírio que vendia suas esfirras na rua. Estava trabalhando.

Embora este ato torpe aconteceu no Rio, gostaria de dizer a todos que o povo do Rio de Janeiro não é assim. Em sua maioria é cordial e solícito. Da mesma forma, nem todos os árabes são terroristas, conforme este trabalhador refugiado foi xingado.

Respeito a todos e à lei é nossa obrigação em uma democracia. Qualquer delinquente, independente da origem, merece o tratamento adequado: o da lei, não o que se decida na hora por qualquer devaneio. Respeitar é a melhor maneira de conquistar o respeito.

* Rubens Teixeira é secretário de Conservação e Meio Ambiente da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, analista do Banco Central do Brasil, ex-diretor financeiro e administrativo da Transpetro, professor, escritor e palestrante. Doutor em Economiaimage (UFF), mestre em Engenharia Nuclear (IME), pós-graduado em Auditoria e Perícia Contábil (UNESA), engenheiro de fortificação e construção (IME), formado em Direito (UFRJ, aprovado na OAB-RJ), bacharel em Ciências Militares (AMAN). Foi um dos ganhadores do Prêmio Tesouro Nacional com trabalho baseado em sua tese de doutorado intitulado: “A Importância da Credibilidade para o Equilíbrio Fiscal: uma avaliação para o caso brasileiro”. É coautor do best seller “As 25 Leis Bíblicas do Sucesso” e do “DESATANDO O NÓ DO BRASIL: propostas para destravar a economia e travar a corrupção.”

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