RESPOSTA AOS JORNAIS ‘O GLOBO’ “, ‘EXTRA’ E A TODA A SOCIEDADE

Por Rubens Teixeira

Atenção prestigiados jornalistas dos jornais O Globo e Extra, autores e responsáveis pela matéria intitulada: “SECRETÁRIO FAZ PIADA COM REAÇÃO DA LIESA APÓS CORTE DE VERBA PARA O CARNAVAL”. Atenção personalidades que opinaram nas matérias sobre meus posts acerca de cortes de recursos do carnaval, da Marcha para Jesus e da Parada Gay. Atenção povo do Rio de Janeiro e do Brasil: NÃO FIZ PIADA. OPNEI. MAS VAMOS AO DEBATE:
(Os links das matérias a que me refiro estão nos primeiros comentários a este post.

1) Agradeço as matérias e os posicionamentos dos que foram ouvidos. Isso é um efeito positivo da democracia.

2) NÃO REMOVI DA MINHA PÁGINA, COMO VOCÊS AFIRMARAM NA MATÉRIA, O POST QUE TRATA DO MEU APOIO AO CORTE DE RECURSOS PÚBLICOS DA MARCHA PARA JESUS E DA PARADA GAY. Confere mais abaixo desta página.

3) Gostaria de dizer que, da mesma forma que os jornais, os jornalistas e as demais pessoas se sentem à vontade para se posicionar, eu também me sinto e, respeitosamente, não peço desculpas por minhas opiniões. Postei em minhas redes o que sinceramente acho melhor para o povo da minha cidade, do meu estado e do meu Brasil.

4) Acho que os jornais deveriam ouvir opiniões divergentes à linha de pensamento deles. Os jornais parecem estar fazendo “proselitismo” de suas opiniões e não fomentando o debate. Mas tudo bem. Entendo que os jornais, que são do mesmo grupo, e os jornalistas pensam diferente de mim.

5) Tenho respeito e apreço pelo prefeito Crivella, bem como pelos meus colegas secretários e todos os membros da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Eles não respondem pelas minhas opiniões.

6) Sempre fui, publicamente, contra uso de recursos públicos em patrocínio às atividades religiosas e de defesa de causas. Há vídeos e artigos na internet que falo acerca disso. Senão o poder público deveria bancar todas as manifestações, não apenas algumas. E isso seria uma decisão irracional em um país com tantas demandas reprimidas por falta de recursos. O poder público tem que garantir a realização dos eventos, não embaraçar-lhes, desde que cumpridas as leis.

7) Atividades culturais e econômicas devem ser financiadas pela iniciativa privada quando possível. Há demandas urgentes que alcançam toda a sociedade. O carnaval tem espaço para financiamento privado de quem o explora como atividade econômica.

8) Em administração anterior dobrou-se os recursos do carnaval de um ano para o outro, por decisão politica, e não há qualquer demonstração de retorno financeiro proporcional para os cofres da prefeitura. O então prefeito aparecia na mídia como “carnavalesco”. Era como se um religioso dobrasse o dispêndio de recursos públicos para uma atividade religiosa. Não ficaria bem, a meu ver. Mas parece que não foi dada a devida importância a este desalinhamento ético.

9) Mesmo havendo a duplicação do valor do dispêndio referido acima, não houve comprovação de que isso tenha sido revertido em arrecadação ou benefício em dobro para a sociedade. Todo o povo pagou mais cara a conta da diversão e da promoção de alguns e não há sinais de que houve retorno aumentado para todos os pagantes da conta (contribuintes de um modo geral) na mesma proporção.

10) Por isso, a meu ver, o prefeito Crivella está agindo de forma republicana e correta ao reduzir aos níveis anteriores os recursos utilizados no carnaval, bem como em não patrocinar a Marcha Para Jesus e a Parada Gay. A maioria da sociedade parece também ter aprovado as medidas.

Vamos continuar discutindo este e outros temas e, dos consensos e divergências, construir um consenso maior do que seja melhor para a sociedade.

* Rubens Teixeira é secretário de Conservação e Meio Ambiente da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, analista do Banco Central do Brasil, ex-diretor financeiro e administrativo da Transpetro, professor, escritor e palestrante. Doutor em Economiaimage (UFF), mestre em Engenharia Nuclear (IME), pós-graduado em Auditoria e Perícia Contábil (UNESA), engenheiro de fortificação e construção (IME), formado em Direito (UFRJ, aprovado na OAB-RJ), bacharel em Ciências Militares (AMAN). Foi um dos ganhadores do Prêmio Tesouro Nacional com trabalho baseado em sua tese de doutorado intitulado: “A Importância da Credibilidade para o Equilíbrio Fiscal: uma avaliação para o caso brasileiro”. É coautor do best seller “As 25 Leis Bíblicas do Sucesso” e do “DESATANDO O NÓ DO BRASIL: propostas para destravar a economia e travar a corrupção.”

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