Brasil potência: Só falta uma coisa…

Rubens Teixeira*

Havia uma pedra enorme na frente de uma casa. Um dia, o proprietário esculpiu um cavalo nela. Após um tempo, um antigo vizinho que havia mudado de cidade foi visitá-lo. Quando viu a escultura, disse ao amigo: “Onde está a pedra que estava aqui?” Ele respondeu: “está aí!” O visitante indagou: “Como fez este lindo cavalo?” O proprietário respondeu: “tirei da pedra tudo que não parecia um cavalo, daí ficou esta escultura”.

O Brasil é rico em recursos. Então, por que não é uma potência? Porque falta lapidar a forma como os recursos são geridos. Há má administração, desperdício e roubo. Mas de quem é a culpa? Alguns responderiam: dos políticos!

Mas se só eles são culpados, é fácil resolver. Vivemos em uma democracia. Os mandatos são temporários e em breve não poderão mais usar do poder para corrupção. Culpar os políticos é um paradoxo. Eles não têm mandatos vitalícios.

Qual é, então, o problema raiz das mazelas do Brasil? Alguns cristãos poderiam dizer: “o pecado do povo brasileiro. As pessoas não conhecem Jesus”. A Bíblia diz: “Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.” (Mt. 5:45). Ademais, o Japão é budista e os judeus não aceitam Jesus como Messias. São dois países incríveis.

Israel e Japão não têm recursos como o Brasil e são respeitadas potências. Então, o que faz do Brasil, riquíssimo, um país cheio de desgraças diferente do que acontece nestes dois países? Resposta: nós, o povo. Somos responsáveis pelo destino do nosso país.

Temos, por exemplo, rios lindos que estão cheios de esgoto. Isso mostra que destruímos até o que recebemos pronto. Temos muitas riquezas, mas temos muita gente que rouba, extorque, se corrompe, “faz gato”, vende voto, “dá calote” etc. Essas pessoas também votam.

Alguns preferem se omitir e não votar. Isso facilita o trabalho dos maus, pois os omissos não opinam, não se informam, não debatem, não arriscam nada para tentar mudar. Enquanto isso, verdadeiros agentes do mal assumem o poder, pressionam quem quer acertar, ameaçam os que ferem seus interesses e, com a ajuda dos omissos, fazem o Brasil estar entre os mais corruptos do mundo, conforme última classificação: 79º/176º, segundo a Transparência Internacional.

Então, o que falta ao Brasil? Honestidade. Da parte da população que age como quadrilha de políticos, dos líderes que influenciam a votarem em corruptos, de omissos em períodos eleitorais que dizem não gostar de política e, após as eleições, se posicionam como se fossem atuantes politicamente, e, também, em especial, dos religiosos, pois usam a fé e a boa fé alheias para fazer rapinagens. Nosso país só precisa de mais honestidade. Os demais ingredientes, Deus já nos deu. Se assim fizermos, em pouco tempo teremos um país melhor para todos. Leiamos, na Bíblia, e pratiquemos Neemias 1.

* Rubens Teixeira é secretário de Conservação e Meio Ambiente da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, analista do Banco Central do Brasil, ex-diretor financeiro e administrativo da Transpetro, professor, escritor e palestrante. Doutor em Economiaimage (UFF), mestre em Engenharia Nuclear (IME), pós-graduado em Auditoria e Perícia Contábil (UNESA), engenheiro de fortificação e construção (IME), formado em Direito (UFRJ, aprovado na OAB-RJ), bacharel em Ciências Militares (AMAN). Foi um dos ganhadores do Prêmio Tesouro Nacional com trabalho baseado em sua tese de doutorado intitulado: “A Importância da Credibilidade para o Equilíbrio Fiscal: uma avaliação para o caso brasileiro”. É coautor do best seller “As 25 Leis Bíblicas do Sucesso” e do “DESATANDO O NÓ DO BRASIL: propostas para destravar a economia e travar a corrupção.”

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