Quer vencer? Aprenda e aguente apanhar!

Por Rubens Teixeira*

Vencer não é não passar dificuldades, vergonhas e constrangimentos. Vencer não é bater. Vencer é suportar todas as vicissitudes e, ao fim, triunfar. Para chegar lá, é necessário aprender a manter-se na luta depois de receber grandes pancadas. É fundamental superar.

Ao defender-se, quando há esta possibilidade, uma pessoa pode escolher o nível de força que vai utilizar. E, neste caso, deve vencer a tentação de usar o esforço máximo para subjugar o agressor. Fazer o esforço mínimo necessário é uma demonstração de equilíbrio e, muitas vezes, até de bondade.

Quem aprende a apanhar entende que, mesmo quando está sendo agredido, o melhor caminho é tentar convencer o agressor a não continuar em sua empreitada de agressões. Ao fazer esta escolha, terá de suportar as agressões, muitas vezes, de um mais fraco, até que ele se convença de que não vale à pena sua atitude belicosa. Sobre isso, Salomão ensinou que: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” Provérbios 15:1.

Mas, na maioria das vezes, o agressor está bem aparelhado. Nestas horas, o agredido não pode se desesperar e ceder à tentação de usar qualquer expediente exagerado que neutralize ou resolva de forma imediata o conflito, destruindo o agressor. Sempre é preciso avaliar se não vale à pena o esforço para dissuadir o confrontante de prosseguir na rota do mal. Sobre isso, o apóstolo Pedro ensinou: “Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos” I Pedro 2:15.

Quem desenvolve a capacidade de apanhar, suporta agressões maiores e durante mais tempo. Suportar agressões torna o agredido a cada dia mais forte, mais resistente, mais difícil de ser vencido. Ser agredido não é ser dominado. É dominar a fúria do agressor mantendo-se firme em sua posição.

Na prática, no resultado final em um confronto, pode haver perdas e ganhos. Todas as agressões, de qualquer lado, geram mal estar e prejuízos. Mas, no conjunto, no somatório dos resultados das circunstâncias da vida, sempre valerá à pena suportar o sofrimento, por diversas razões.

Normalmente, o agredido não sofre rejeição e nem condenação por isso. Ser agredido não soma adversários e nem reprovações. Ser agredido fortalece. Ser agredido pode sinalizar injustiça. O agredido injustamente desperta o senso de justiça de quem está observando. Um agredido pode ter a noção de que, quanto maior o público que assiste sua tragédia, maior a vergonha, maior o vilipêndio. Mas também será maior a plateia que assiste sua capacidade de superar e dos que podem se levantar em sua defesa.

Por outro lado, o agredido pode contar com o arrependimento do agressor. A soma disso é que o agredido pode despertar a coletividade para que saia em sua defesa, ou mesmo que o agressor se torne o seu principal aliado ao assumir seu erro e demonstrar a capacidade de superação de sua vítima.

O apóstolo Paulo ensinou: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” Romanos 12:21. Portanto, superar o mal com bem, além de um ensinamento bíblico, é uma atitude estratégica e aponta para um fim de vitórias. Por outro lado, se o agressor continuar em sua rota maligna, mesmo depois de todos os esforços do agredido de suportar o mal com o bem, a sentença bíblica também é implacável: “Quanto àquele que paga o bem com o mal, não se apartará o mal da sua casa.” Provérbios 17:13.

* Rubens Teixeira é secretário de Conservação e Meio Ambiente da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, analista do Banco Central do Brasil, ex-diretor financeiro e administrativo da Transpetro, professor, escritor e palestrante. Doutor em como-vencer-quando-nao-e-favorito_imprensa.jpg.200x300_q85_upscaleEconomia (UFF), mestre em Engenharia Nuclear (IME), pós-graduado em Auditoria e Perícia Contábil (UNESA), engenheiro de fortificação e construção (IME), formado em Direito (UFRJ), aprovado na OAB-RJ), bacharel em Ciências Militares (AMAN). Foi um dos ganhadores do Prêmio Tesouro Nacional com trabalho baseado em sua tese de doutorado intitulado: “A Importância da Credibilidade para o Equilíbrio Fiscal: uma avaliação para o caso brasileiro”. É autor dos livros “Como vencer quando você não é o favorito”,  “As 25 Leis Bíblicas do Sucesso” e  “DESATANDO O NÓ DO BRASIL: propostas para destravar a economia e travar a corrupção.”

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