ATENÇÃO BRASILEIROS, EM ESPECIAL OS DE BAIXA RENDA: entendam a lógica TEMER de REFORMA DA PREVIDÊNCIA

* Rubens Teixeira

 
Quem estiver com menos de 50 anos de idade está fora da regra de transição e vai ter de trabalhar, no mínimo, até 65 anos para se aposentar. Segue uma pequena análise com base em dois exemplos fundamentados em realidade bem próxima do que acontece na sociedade brasileira.
Primeiro caso: considere um jovem de classe média estudioso e, na maioria das vezes, bem aquinhoado, que faz graduação, mestrado e doutorado e passa em um concurso ou vai trabalhar aos 30 anos. No modelo que estão propondo, se ele estiver com 50 anos quando começar a viger a nova regra, terá 20 anos de trabalho, mas terá o benefício das regras de transição. Portanto, vai trabalhar menos para se aposentar.
 
Segundo caso: considere um jovem pobre que começa a trabalhar aos 15 anos, mas é um felizardo e consegue assinar a carteira aos 18, trabalhando pesado em uma obra. Se as novas regras começarem a valer quando ele estiver com 49 anos, está fora da regra de transição e terá que trabalhar mais até se aposentar, mesmo que já tenha 31 anos de serviço na carteira, mas 34 na prática. Diferente do jovem doutor do primeiro caso, terá trabalhado muito mais, mas terá que trabalhar mais ainda para ter direito a aposentadoria, por conta das novas regras que TEMER quer impor.
 
O pobre, além de trabalhar mais, com menos recursos para cuidar da sua saúde, com menor perspectiva de vida e de qualidade de vida, pagará mais caro pela aposentadoria. Tem mais chances de morrer trabalhando e não se aposentar.
 
Perceberam a lógica TEMER? Fique de olho nos políticos e partidos alinhados com este projeto injusto e tecnicamente frágil. Um Brasil desigual não pode ter uma regra igual para todos no que é ruim para os mais fracos e desigual no que é benéfico aos mais favorecidos.
 
Portanto, uma regra de transição que não leva em conta o tempo de trabalho vai violentar de forma grave classes mais pobres, as que sofrem mais, influem menos e são mais facilmente enganadas porque têm mais dificuldade de entender os complexos temas que envolvem este debate. Justo também os que têm menor perspectiva de vida.
 
Estima-se que o Brasil perde R$ 200 bilhões de reais por ano com a corrupção. Estima-se que o déficit no orçamento deste ano será de R$ 170 bilhões de reais, menor que as perdas pela corrupção. Além da corrupção, o Brasil perde ainda mais com o desperdício (má gestão).
 
Rubens Teixeira, Henrique Forno e Márcio Araújo, doutores em economia e analistas do Banco Central propõem que o Brasil adote o “dinheiro virtual” que acabará com a corrupção, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal no Brasil. Você pode conhecer melhor este e outros temas que podem mudar o Brasil, antes de se mexer de forma injusta nos direitos dos trabalhadores, no livro “DESATANDO O NÓ DO BRASIL: propostas para destravar a economia e travar a corrupção”.
* Rubens Teixeira é analista do Banco Central do Brasil, ex-diretor financeiro e administrativo da Transpetro, professor, escritor e palestrante. Doutor em Economiaimage (UFF), mestre em Engenharia Nuclear (IME), pós-graduado em Auditoria e Perícia Contábil (UNESA), engenheiro de fortificação e construção (IME), formado em Direito (UFRJ, aprovado na OAB-RJ), bacharel em Ciências Militares (AMAN). Foi um dos ganhadores do Prêmio Tesouro Nacional com trabalho baseado em sua tese de doutorado intitulado: “A Importância da Credibilidade para o Equilíbrio Fiscal: uma avaliação para o caso brasileiro”. É coautor do best seller “As 25 Leis Bíblicas do Sucesso” e do “DESATANDO O NÓ DO BRASIL: propostas para destravar a economia e travar a corrupção.”
Facebook Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *